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Bambu é ótima solução para barreira de vento, barulho ou fechar espaços, mas é importante conhecer seu comportamento. Veja por que:

Bambus são divididos em dois grandes grupos: alastrantes (monopodiais) e entouceirantes (simpodiais)

• Monopodiais: possuem rizomas na parte subterrânea dos quais brotam densa massa radicular e alastram (running bamboos). Existem eficazes soluções para conter bambu como barreiras subterrâneas ou plantar bambu em vasos enterrados. Como bambus tem raízes relativamente rasas, não há grandes dificuldades para conte-los.

• Simpodiais: bambus que entouceiram como moitas localizadas e não alastram. Suas raízes e rizomas são unidos.

Para contenção de barulho, cerca viva e fechamento de grandes espaços, alguns bambus entouceirantes são bastante uteis como o B. vulgaris, B. vulgaris vittata ou o D. giganteus.

Veja que bonito, foto abaixo:


Explicação detalhada dos bambus (morfologia)

O bambu é constituído pelas seguintes partes: rizomas, colmos, ramos e as folhas. A planta pode também apresentar flores ou frutos, por vezes os dois simultaneamente.

Rizomas são caules subterrâneos, com nós regularmente espaçados. É nestes nós que crescem os rebentos que, ao desenvolverem-se, podem dar origem a novos rizomas ou caules aéreos. É a natureza destes rizomas que determinara o comportamento e o aspecto do bambu.

As raízes podem ser mais ou menos ramificadas, mas sempre de diâmetro pequeno (alguns milímetros). A sua função é captar alimento para a planta, fornecendo-lhe nutrientes e absorver a água existente no solo. As raízes nascem nos nós dos rizomas. Uma outra espécie de raízes localiza-se na base dos caules, tendo como principal tarefa a fixação da planta ao solo, impedindo que oscile sob o peso da folhagem ou pela ação do vento. Estas raízes começam e desenvolver-se logo que o jovem broto sai da terra.

Colmos têm origem num broto do rizoma nascido debaixo da terra e que cresceu na vertical. Como os rizomas, estes colmos são maciços nos nós e geralmente ocos nos entrenós. Há variedades em que os colmos não se apresentam ocos: diz-se então que se trata de bambus machos, sem que tenha a ver com a sexualidade. Os brotos, emergem dos nós, desenvolvem-se em ramos, cujas folhas se agrupam de forma mais ou menos densa nos respectivos nós.

Segue desenho ilustrativo de um colmo de bambu e suas partes:

Os galhos desenvolvem-se a partir do caule, sempre a partir dos nós e ramificam-se para sustentar as folhas. O número de galhos, inseridos em cada um dos nós, pode constituir uma importante indicação para a determinação dos diversos gêneros (os Phyllostachys apresentam invariavelmente dois galhos em cada nó). Os galhos apresentam o mesmo aspecto segmentado que caracteriza os caules e os rizomas.

As folhas sustentadas pelos galhos, têm fundamentalmente por missão permitir a função clorofilina. Nos bambus existem outros tipos de folhas, de características muito peculiares. As folhas envolvem o broto antes mesmo de ele sair do solo, estando já presentes desde a fase de crescimento do broto. A sua principal função é proteger o jovem broto. Cada bainha protege o entrenós. Poucos dias depois do entrenós terminar seu crescimento, a sua consistência passa da de uma batata à de um coco. Tendo perdido a sua utilidade, a bainha destaca-se e acaba por cair.

As flores são muito raras nos bambus. Uma mesma touceira pode ficar décadas sem florir. Quando a floração finalmente se desencadeia pode ser generalizada, ou seja, verifica-se em todos os bambus da mesma geração, independente do local do mundo onde se tenha desenvolvido. Estas florações são por vezes extremamente abundantes. Infelizmente, a floração pode ser-lhes fatal. Esgotando as reservas da planta para desenvolver as flores, o tronco pode não se restabelecer do esforço. Felizmente, às flores sucedem os frutos, e , a estes, as sementes.

Solo e água:

O bambu necessita de água, mas também não tolera água em excesso. Poucos bambus se desenvolvem em terrenos alagadiços. Apenas a Arundinaria gigantea, Phyllostachys heteroclara e o Guadua angustofólia Kunth poderiam se adaptar a pântanos e regiões alagadas. No restante das variedades, é essencial que os rizomas possam respirar.

Desde que se encontrem firmemente implantados, quase todos os bambus resistem a seca. Submetido a condições adversas, o bambu luta contra a evaporação enrolando as folhas em torno da nervura principal. Este estado pode manter-se ao longo de varias semanas, ou mesmo meses, desde que as raízes possam captar no solo a umidade necessária. Logo que a água reaparece, as folhas voltam ao normal e a planta recupera sua beleza. Porém haverá conseqüência no ano seguinte: ao longo deste período não houve acumulação de reservas destinadas aos futuros brotos. O mesmo não ocorre com bambus envasados, em canteiros ou recentemente plantados. Nestes casos, o volume de solo explorado pelas raízes não é ainda suficiente para satisfazer as necessidades de água da planta para além de alguns dias. Sendo assim, desde que não chova, é indispensável regar a planta.

O solo ideal para a maior parte dos bambus tem que ser macio, leve, filtrante, bem dotado de matéria orgânica e nutrientes, e dispor de boa capacidade de retenção de água. A qualidade do solo é um fator importante, mas não essencial: as vezes uma simples terra de jardim é mais do que suficiente, enquanto em outros casos, terras consideradas pobres produzem excelentes resultados. O importante é garantir que o bambu não venha a encontrar condições fatais (excesso de água). Não é tanto a falta de água que mata a planta, mas sim a falta de ar que a asfixia.

Tal como acontece com muitas outras plantas, os solos com elevado grau de salinidade não convêm aos bambus. O bambu também não aprecia muito o excesso de calcário, preferindo solos neutros ou ácidos. O acentuado amarelecimento da folhagem em solo calcário é um sinal de clorose. A adição de quelato de ferro faz com que as plantas reverdeçam, mesmo as mais gravemente atingidas.

Apesar do bambu de conformar com solos pobres, o seu crescimento reflete claramente a ausência de nutrientes do solo uma vez que o bambu terá que ser bem alimentado. Neste casos há que recorrer a adubos(de preferência adubos orgânicos), para que as plantas se tornem vigorosas. Pode-se usar também o NPK(de preferência o 10x10x10).

Clima

Com relação aos climas nos quais se desenvolvem os bambus, podem dividir-se em duas categorias: os bambus tropicais e bambus temperados.

Em lugares frios os bambus tropicais jamais poderão ser cultivados ao ar livre. E mesmo nessas regiões tem-se que selecionar as variedades mais rústicas. O Bambusa Multiplex incluem-se entre os tropicais mais resistentes ao frio. Esta variedade consegue suportar 7 graus negativos.

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