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Bambu para alimentação

Outra opção do bambu como fonte de renda é alimentação. Rico em proteína vegetais, fibras, aminoácidos, cálcio, fósforo, vitaminas e capaz de prevenir câncer e doenças cardiovasculares, o bambu é um alimento saudável muito utilizado no oriente.

 A maioria das espécies de bambu fornece brotos comestíveis, ricos em proteína, fibras e elementos antioxidantes, os quais em muito se assemelham ao broto de palmito (Bambu de corpo e alma, 2007).

Broto de bambu é saboroso e nutritivo. Segundo analise feita em 18 tipos de bambus, o broto fresco de bambu contém 90% de água, mais de 2,4% de proteína, 17 tipos de aminoácidos que compõe as proteínas, baixa gordura e possui bastante fibra, além de ser rico em elementos minerais. O broto ainda contem elementos de selênio que é importante para evitar doenças e mesmo o câncer, elementos de germaclinium que segundo patente japonesa, pode ativar células humanas.

De acordo com livro “ Nutrition and Therapy”, broto de bambu funciona bem como expectorante, melhora na digestão e diurese. Ele pode ser utilizado na cura de edema e se cozinhado com pepino do mar e aplicado na pele, a torna mais fina macia e radiante (Cultivation&Integrated Utilization on Bamboo in China). 

No Oriente, onde culturalmente se consome bambu para alimentação, existe vasto mercado de brotos de bambu onde são transacionados milhares de dólares por ano além de alto consumo per capta do produto.

Varias espécies podem ser utilizadas para tal fim, mas principalmente tem-se consumido brotos a partir de espécies como: D. giganteus, D. asper, D. latifloros e B. oldhami e P. pubescens. Algumas espécies como G. angustifólia e B. vulgaris, não são tão apreciadas, pois produzem colmos muito amargos (Pereira e Beraldo, 2007).

Manejo

Com relação ao manejo, os brotos são colhidos bem novos, com 10 a 15 dias de vida. Quando se colhe um broto, nasce outro em seu lugar e este processo se repete por três meses consecutivos (processo ocorre em bambus entouceirantes). É necessária boa adubação também. Colmos (hastes) de um ou dois anos devem ficar na touceira para as próximas brotações, pois colmos novos alimentam melhor novos brotos. Uma touceira bem adubada e manejada produz em media 20 brotos por ano.