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Bambu para Energia

Ultimamente temos constatado crescente interesse do bambu como fonte de energia. Devido a sua boa produtividade e rendimento na queima, iniciamos trabalhos de implantações e medição das produtividades para constatar o que desconfiávamos: o bambu é uma ótima alternativa e garante grande quantidade de biomassa.

Porque ?



Bambu é classificado como uma planta C4 onde a incorporação de CO2 é utilizada através de uma via adicional envolvendo moléculas de quatro carbonos. Estas plantas também apresentam especificidades anatômicas, fisiológicas e bioquímicas características que constituem o mecanismo C4. Uma característica anatômica particular é que suas folhas apresentam dois tecidos fotossintéticos distintos. A investigação destas características iniciou-se por causa da observação de que em folhas de algumas gramíneas com extraordinária produção de matéria seca, o primeiro produto da fixação de CO 2 era um composto de quatro carbonos. Estas plantas apresentam uma alta taxa de fotossíntese com afinidade extraordinariamente alta por CO2: eficiência da fotossíntese é de 6,7% para plantas C4 e de 3,3% para plantas C3 como arroz, soja e arvores de um modo geral.



Resumidamente, as plantas transformam a luz solar em energia química pela conversão do CO2 do ar e da água em compostos orgânicos ricos em energia, tais como açúcar, celulose e lignina, além de óleos e proteínas. Este processo é feito através da fotossíntese.

 Além da boa quantidade de biomassa por área, o bambu apresenta, segundo ceramistas e industriais, bom rendimento na queima, equivalendo a madeira de eucalipto, apesar de na teoria o bambu apresentar poder calorífico levemente superior.

Espécie para biomassa:

B. vulgaris: 
aconselhamos o uso do bambusa vulgaris, pois esse bambu aceita o corte raso barateando a colheita . Esta espécie possui rizomas do tipo paquimorfos ou entouceirantes, não alastra e contém grande quantidade de colmos (troncos) por metro quadrado. Atinge até 20 metros de altura com colmos de cor verde forte.

  • altura: 15 a 30 metros
  • diâmetro: 6-15 cm
  • internos: 25-35 cm
  • clima: adapta-se a climas tropicais e sub tropicais temperatura mínima: -2ºC

Características de uma plantação de bambu para biomassa:


Espaçamento:



Como o bambu é uma planta de grande porte, aconselhamos espaçamento de 3X6 m. São 556 mudas por hectare distribuídas em colunas distantes entre si por 6 metros (ruas). Cada muda deve ser plantada a cada 3 metros na linha. A distancia de 6 metros nos corredores proporciona um espaço adequado para o transito de veículos que farão a colheita.

Mudas:



O Sitio da Mata Bambus comercializa mudas maturadas de bambu. As mudas fornecidas são integralmente produzidas, maturadas durante o tempo necessário e selecionadas no próprio viveiro, o que lhes dá uma excelente taxa de aproveitamento no campo. Elas são enviadas em saquinhos e 25X25 cm com três caules em media.

Produtividade:



Por ser uma gramínea e apresentar alta taxa de fotossíntese, o bambu tem alta taxa de crescimento. O incremento médio anual, quantidade de biomassa media que o bambu oferece, varia dependendo das condições de chuva, sol e adubação, mas o bambu constatou no mínimo uma boa produtividade. Segue levantamento feito pelo Sitio da Mata em algumas localidades:



IMA (Incremento Médio Anual em quilos)

Colheita:



A colheita do bambu vulgaris deve ser feita em cortes rasos. Inicialmente deve-se esperar de três a quatro anos para a primeira colheita e depois os cortes devem ser feitos a cada três anos. A produtividade dos bambus ira aumentar nos primeiros cortes até aproximadamente o décimo primeiro ano.

 Pode-se usar facão ou moto-serra e cuidados especiais devem ser tomados no corte. Não é aconselhado deixar "copinhos" nos colmos que acumula água e apodrece às touceiras:

Deve-se colher os bambus na época de seca quando a seiva esta concentrada na parte subterrânea. Nesta época, os colmos apresentam menor teor de umidade melhorando o rendimento na queima.

Beneficiamento:



Existem empresas terceirizadas que picam madeira e que normalmente cobram por tonelada picada. Essas empresas podem levar picadores moveis até a plantação ou o combustível até suas instalações. Cerâmicas e industrias utilizam picadores próprios também.

Secagem:



O bambu deve ser armazenado em lugares arejados na sua forma original ou já em forma de cavaco. Em quinze dias a umidade já decresce para aproximadamente 15% aumentando o rendimento, porem existem olarias que queimam com sucesso o bambu picado no mesmo dia. Bambu possui uma pele que impermeabiliza sua parte externa sendo que sua parte interna é porosa e mais mole. Quando o bambu é cortado, a umidade sai rapidamente.

Algumas especificações do cavaco de bambu:

  • Tamanho superior do cavaco de bambu = 22 mm
  • Umidade:
  • Período chuvoso (outubro a março) = até 30%
  • Período seco (abril a setembro) = de 15% a 20%
  • Densidade Aparente – de 250 a 300 kg/m3
  • Poder Calorífico PCS = 4.418 Kcal/kg
  • PCI = 4.108 Kcal/kg

Mercado:



Existe vasta gama de atividades que utilizam biomassa como fonte de energia. As mais comuns são cerâmicas, laticínios, empresas do setor alimentício, têxtil e até fabricas de balão de festa. Em recente consultoria, o Sitio da Mata constatou mais de um milhão de metros cúbicos de demanda de cavaco no estado de São Paulo.

Investimento e Retorno:



O investimento e retorno de uma plantação de bambu para biomassa vai depender de algumas variáveis, tais como: demanda e preço na região da plantação, custo da terra, transporte das mudas, custos de mão de obra local etc. O Sitio da Mata presta consultoria para plantações de bambu levantando dados de mercado e testando a viabilidade financeira do empreendimento.